Comunicação científica: o papel da sistematização Online
Magnolia Rejane Andrade dos Santos
Karina Pereira Assunção Galdino; Luciana Cristina Lourenço da Silva e Mirtes Vitoriano Torres
Introdução
Este trabalho tem como objetivo apresentar as conclusões da pesquisa Gestão de ciência e tecnologia em Alagoas: Com-ciência- a sistematização em ciência e tecnologia através da divulgação científica no que se refere a inserção gerencial da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa-PROPEP nos fluxos da informação em ciência e tecnologia da Universidade Federal de Alagoas/UFAL.
Durante a execução da referida pesquisa, realizada no período de setembro de1998 a julho de 1999, as tecnologias contemporâneas da comunicação foram progressivamente adquirindo relevância, o que levou à discussão sobre qual seria a contribuição específica da informatização na sistematização e divulgação das atividades de pesquisa da citada instituição de ensino superior.
Inicialmente, cabe esclarecer porque a pesquisa, mencionada como de âmbito estadual, pôde suscitar parte de resultados, que referem-se especificamente à Universidade Federal de Alagoas. Na verdade, esta pesquisa foi concebida originalmente na PROPEP/UFAL, a partir da necessidade institucional de se promover a sistematização interna das atividades acadêmico-científicas e a divulgação de seus resultados, de forma articulada com outros órgãos de produção científica e tecnológica e com os setores produtivos do Estado.
Ressalte-se ainda que essa pesquisa nasceu como um desdobramento de uma pesquisa anterior, intitulada Com-ciência: a divulgação científica na sistematização da pesquisa na UFAl, desenvolvida no período de agosto de 1997 a julho de 1998. Nessa primeira etapa da investigação, marcada pelo binômio metodológico da pesquisa-ação, foi feita uma ordenação preliminar dos dados existentes naquela Pró-Reitoria, que permitiu a construção de um perfil prévio do pesquisador da UFAL .
A segunda fase da pesquisa foi realizada em função da necessidade de se promover articulações interinstitucionais da produção científica da UFAL com o contexto estadual em ciência e tecnologia. Assim, o objetivo do trabalho era, não só de dar um caráter mais amplo à divulgação científica da instituição, mas também de gerar indicadores de competências e demandas, nessa área, capazes de subsidiar ações integradas de cooperação e investimento entre a universidade e o Estado.
Conforme os comentários acima, fica esclarecido que a pesquisa, como um todo, é extensa, envolvendo uma série de fases e parceiros institucionais. No que diz respeito à esta comunicação, focalizaremos nossa reflexão apenas no item relativo à sistematização Online e sua importância para uma gestão eficiente da comunicação científica na Universidade Federal de Alagoas.
Gestão em ciência e tecnologia
Antes de iniciarmos a avaliação sobre a sistematização Online propriamente dita, é necessário retomar a uma discussão, realizada em trabalho anterior, onde defendíamos o uso do termo comunicação científica, devido a sua abrangência maior, em lugar das expressões jornalismo científico ou divulgação científica, por restringirem-se apenas à atividade jornalística.
A partir da primeira etapa da pesquisa A sistematização da pesquisa da UFAL através da divulgação científica, percebemos que a atividade do comunicador, nessa área, é mais ampla do que o jornalismo porque ela implica não só na divulgação da produção acadêmica, como também na administração institucional dos fluxos informativos que compõem o processo de pesquisa. O que pressupõe uma colaboração integrada de diversos profissionais, como por exemplo:
"...teríamos o jornalista na ponta do processo de produção da ciência, lidando com o conhecimento no sentido de gerar notícias para os meios de comunicação. Do outro lado, estariam os bibliotecários, utilizando esses mesmos produtos como literatura científica a ser tratada, catalogada, referenciada, indexada. Por seu turno, caberia às relações públicas a gestão da informação científica através dos fluxos institucionais, internos e externos, nos quais todos os agentes (pesquisadores, agências de fomento, outras entidades, e/ou público em geral) seriam tomados como públicos alvos (SANTOS et ali, 1998).
Essa visão plural das atribuições na comunicação científica coloca em destaque a importância de uma sistematização da informação eficiente, pois esse é um pressuposto essencial para que a colaboração entre seus agentes promotores funcione de forma satisfatória em contextos institucionais de crescente complexidade.
Na prática, o que se constata é que não existe a sistematização única, homogênea. Na verdade, tem-se demandas diferentes que determinam formas diferenciadas de organização das informações. Esse aspecto aumenta o grau de complexidade da comunicação científica, exigindo que a mesma se constitua de forma dinâmica e flexível para que haja diálogo entre cada um desses bancos de dados.
É partir dessa perspectiva, portanto, que avaliamos o processo de informatização da comunicação científica na PROPEP/UFAL, tendo como marco fundamental o momento em que a maioria dos procedimentos acadêmicos, burocráticos e de divulgação científica passam ser processados em rede e veiculados através da internet.
Para efeito da análise, consideraremos a ordenação das informações nos seguintes sistemas: da informação em ciência e tecnologia do Estado de Alagoas/SEICT; da produção intelectual da UFAL/SIPI; do Diretório dos Grupos de Pesquisa da UFAL; do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica-PIBIC/CNPq/UFAL e o Jornal Eletrônico, veiculado na página da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa-PROPEP:(www.propep.ufal.br).
Sistema Estadual em C & T
Como já mencionamos anteriormente, esta comunicação nasceu como um subproduto reflexivo no contexto de uma pesquisa mais abrangente, que buscou preencher a falta de dados atualizados sobre ciência e tecnologia no Estado de Alagoas. Com o objetivo de contribuir para a sociedade alagoana como um todo e, ao mesmo tempo, visando gerar uma estratégia de produção de referenciais para avaliação comparativa entre a produção institucional da UFAL e outros órgãos que atuam localmente na área.
Nesse sentido, especificamente, foi proposta a criação de uma base de dados Online, utilizando a metodologia para geração de fontes de informação em rede do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia-IBICT, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/CNPq, no âmbito do Ministério da Ciência e Tecnologia/MCT. Assim, produzimos uma base de dados, extrapolando os muros da UFAL de forma a integrar sua produção ao universo ampliado pelos dados fornecidos por instituições públicas e privadas que atuam no Estado.
Este levantamento do potencial em C & T no Estado foi feito pela UFAL, em parceria com o Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas de Alagoas-SEBRAE/AL; Instituto Euvaldo Lodi/IEL e Coordenação de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/CDCT, da Secretaria de Planejamento do Estado de Alagoas/SEPLANDES e Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Alagoas/FAPEAL.
O cadastramento permitiu a elaboração de um Guia de Fontes de Informações em Ciência e Tecnologia, com dados referentes aos seguintes módulos: entidades; banco de dados; e especialistas/pesquisadores, a serem disponibilizados na página eletrônica do IBICT com links nas páginas dos parceiros envolvidos na execução do cadastramento inicial.
Com uma concepção ergonômica centrada no usuário, com modernos recursos tecnológicos, oferecendo interface amigável e interativa, este Guia tem como principais características:
O Guia de Fontes apresenta, na sua versão mais recente, o perfil das competências de 1.843 especialistas de 191 unidades, relativas a entidades de ensino superior; escolas técnicas; fundações, institutos e agências de fomento; secretarias de Estado; departamentos, empresas, núcleos e outros órgãos públicos em Alagoas, a nível federal, estadual ou municipal.
Este trabalho permitiu a constatação efetiva da importância da Universidade Federal de Alagoas como repositório de competências em ciência e tecnologia em relação ao restante do Estado. O que pode ser comprovado facilmente por dados primários, tais como: das 181 unidades cadastradas, 118 são departamentos, grupos de pesquisa ou núcleos pertencentes à UFAL; ou ainda, no universo de 1843 pesquisadores e especialistas, 824 são servidores dessa instituição de ensino superior. Tal fato coloca em relevo a demanda da sociedade local pela produção científica que a universidade detém majoritariamente e que é essencial como subsídio para a constituição de uma política em ciência e tecnologia no Estado. Assim, o trabalho de gerenciamento desses fluxos de oferta e procura de informação em ciência e tecnologia se constitui como um campo de inter-relações que exige cada vez mais especialização do comunicador ou divulgador cientifico.
Competências e demandas Online
Em 1997, na primeira versão do Projeto Com-ciência, já havíamos diagnosticado a necessidade da administração da informação científica através de sua informatização em bases de dados, permitindo a atualização rápida de dados, que naquele momento estavam extremamente desatualizados.
A providência inicial, nesse sentido, foi a confecção da página eletrônica da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa/PROPEP, que passou a ser a coluna mestra para onde todas as ações de sistematização deveriam confluir. É o que aconteceu, por exemplo, em relação ao cadastramento local para o Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, do CNPq, referente ao período de 1995-97. Como estratégia de otimização do nosso esforço de sistematização, processamos o levantamento para a agência de fomento até o período predeterminado.
Enviamos a informação do cadastramento de 48 grupos de pesquisa, realizado até o citado prazo. Porém, continuamos o trabalho de registro, atualizando continuamente o resultado na nossa Home Page. Atualmente, contamos com 57 grupos de pesquisa ativos na instituição. Esse dado é bastante significativo como indicador do crescimento da UFAL, se considerarmos que na versão anterior desse cadastro, do período de 1993-95, só havíamos informado a existência de 22 grupos.
Ainda em 1997, ao utilizar como unidade de análise a produção científica dos docentes, constatamos que tínhamos apenas um catálogo impresso, editado em 1994. Diante das dificuldades operacionais para publicar um novo catálogo, que logo estaria ultrapassado, vimos que a saída era a criação de uma versão eletrônica. Depois de dois anos, em março último, aquela proposta inicial começou a ser concretizada, com o lançamento do Sistema de Informação da Produção Intelectual-SIPI, de professores, técnicos e alunos da comunidade acadêmica.
Com a atualização em fluxo contínuo, o SIPI é um banco de dados Online, que elimina as morosas etapas burocráticas de registro, impostas pela cultura hierárquica do papel. Democrático, este sistema é aberto a toda comunidade universitária, seja professor, técnico ou aluno, além de permitir que qualquer cidadão em qualquer parte do mundo tenha acesso à produção intelectual e científica da UFAL, fornecendo informações atualizadas para uma avaliação mais realista do desempenho em ciência e tecnologia dessa instituição.
A propósito, o coordenador técnico da equipe de criadores desse sistema, professor Jandir Hickmann, defende que o banco de dados, que o SIPI disponibiliza para ampla consulta, é uma forma de tornar públicas às atividades científicas e dar transparências às informações da universidade na área de pesquisa, de forma mais abrangente que em qualquer outro meio ( Jornal Comunicampus, 1999).
Outro aspecto interessante do SIPI é também o seu caráter educativo, tendo em vista que ele estimula professores, alunos e técnicos a aprenderem a usar a informática como ferramenta diária de estudo e pesquisa. Ao reciclá-los como usuários, o sistema facilita a assimilação de uma cultura de avaliação, tornando os pesquisadores mais motivados, competitivos e, conseqüentemente, mais preparados para o mercado de trabalho no setor acadêmico.
Como se pode constatar desta descrição, o processo de sistematização das informações científicas ocorre tomando formatos diversos, a partir dos parâmetros de organização que são preestabelecidos, em função das demandas que aquela determinada base virá atender. Desta forma, os dados do Guia de Fontes, do cadastro dos Grupos de Pesquisa e do Sistema de Informação da Produção Intelectual não se diferem muito entre si, senão pela unidade de análise que norteia a arrumação dos mesmos e o propósito a que virá atender. Essa pluralidade reforça a idéia de que é necessária a administração especializada do comunicador como o elemento capaz de planejar as ações que possam integrar dinamicamente todos esses sistemas de informação.
PIBIC Online
Desde o início da primeira etapa do Projeto Com-ciência constatamos que as pesquisas que tinham bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica-PIBIC/CNPq/UFAL apresentavam uma sistematização mais ordenada, provavelmente em função da inserção normativa e de avaliação contínua do CNPq.
Devido a este aspecto, tomamos o banco de dados desse Programa, ainda que organizado em pastas de arquivos tradicionais, como uma etapa preliminar para começarmos a estender o processo de sistematização de toda atividade de pesquisa da instituição. Não obstante, o PIBIC tem vida própria e a dinâmica dos seus procedimentos de inscrição, acompanhamento e avaliação têm demandado contínuo aperfeiçoamento.
Desde 1996, esses procedimentos já estavam sendo progressivamente informatizados, porém era um processo ainda tímido. Até o ano passado o que se tinha conseguido era apenas substituir os formulários impressos para inscrição e para os relatórios por formatos em disquete, além de termos informatizado parcialmente o banco de dados com acesso local.
A mudança mais radical passou a ser efetivada este ano, com a implantação do PIBIC Online, que se propõe a eliminar completamente a mediação do papel. Assim sendo, o gerenciamento desde a inscrição, o acompanhamento e avaliação do Programa passam a ser realizados através da Internet, aumentando em segurança, velocidade e eficiência cada uma daquelas etapas.
Até julho passado, a Universidade Federal de Alagoas era a única universidade brasileira que possuia todas as fases de execução do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica totalmente informatizadas pela Internet. Esse dado é um indicativo de que a universidade tem feito um grande esforço no sentido de investir no crescimento da pesquisa na instituição. Nesse sentido, a gestão desses fluxos informacionais tem desempenhado papel fundamental para o alcance dessa meta na perspectiva da excelência.
Jornal Eletrônico
Em 1997, na primeira etapa da pesquisa, começamos o trabalho dando prioridade a implementação de um processo sistemático de divulgação científica. Para isso, era necessária a definição de mídias institucionais que teriam como finalidade específica veicular continuamente as informações sobre as atividade de pesquisa da UFAL.
Depois de várias tentativas, optamos finalmente por dois veículos: o tradicional jornal mural, instalado na recepção da Pró-Reitoria, e por uma seção de notícias na página eletrônica da PROPEP. A medida em que essa Home Page foi se consolidando, o ítem Notícias foi adquirindo autonomia até tomar a forma atual de Jornal Eletrônico.
Embora com periodicidade mensal, o Jornal Eletrônico possui um formato flexível, a qualquer momento atualizável. A nível de navegabilidade, ele possui duas possibilidades de intratextualidade: 1) os links para as edições anteriores e 2) as conexões com outros itens componentes da página da PROPEP.
Além de objetivar funcionar como um suporte disseminador das principais atividades acadêmico-científicas da universidade, o veículo procura estabelecer um espaço institucional para a expressão da pluralidade de idéias, veiculando artigos, que ao mesmo tempo abordem temas variados e que sejam pertinentes à atual política de pesquisa da UFAL.
Na primeira página, o jornal apresenta a chamada da entrevista com a foto do(s) entrevistado(s), seguida das manchetes das matérias veiculadas em cada edição. Na seqüência, encontram-se, em cada página, o texto completo das matérias anunciadas, eventualmente ilustradas com fotos, gráficos ou desenhos. Há também, na página inicial, os links voltar, expediente e outras edições. No geral, a linguagem procura seguir um padrão jornalístico, sendo clara, direta, com textos curtos para rápida leitura e assimilação.
Diferentemente do que pensávamos inicialmente, o Jornal Eletrônico não constituiu-se como o principal veículo de divulgação científica da instituição. Ele é apenas parte da Home Page que possui outros itens de igual importância. Na verdade, ele funciona como a ponta de um iceberg ou espelho que coloca em destaque informações de certa forma já disponibilizadas em alguns dos bancos de dados existentes. Assim sendo, as tarefas do comunicador não são apenas as de identificação, composição e veiculação da notícia científica, mas ele deve estar atento ao contexto global em que essas informações se inserem para se capaz de rearticulá-las em outros fluxos comunicativos.
Conclusão
Ciente do papel do profissional de comunicação como gestor dos processos de comunicação científica, Margarida Krohling Kunsch(1992, 123-128) propõe a criação de um centro de comunicação científica, incorporado à estrutura comunicacional da universidade, com o objetivo de implementar esse gerenciamento. Nossa experiência, ainda que restrita à Universidade Federal de Alagoas, nos permite considerar que não seria preciso criar mais uma unidade administrativa para a viabilização de tal meta. Um novo setor pode até inviabilizar este trabalho porque significaria uma sobrecarga no organograma da instituição, além de onerar os cofres públicos com cargos comissionados.
Efetivamente, a sistematização Online é um agente facilitador desse trabalho gestor porque dá agilidade à compilação e atualização de dados. A intermediação do hipertexto permite eficiência e economia na sistematização da informação científica, dispensando a necessidade de criação de mais um setor burocrático. Ela diminui também o requesito de formação de uma equipe mais extensa de profissionais, o que seria mais um entrave pois a instituição pública é pressionada a enxugar seus quadros de servidores. Através da internet, o próprio pesquisador pode interagir com os bancos de dados, ao retroalimentá-los, por via remota, com suas informações para divulgação na rede.
No caso da Universidade Federal de Alagoas, o processo de informatização, em geral, e o desenvolvimento dos programas do Sistema Integrado de Produção Intelectual/SIPI e o PIBIC Online significaram um salto de qualidade essencial para a consolidação efetiva das atividades de pesquisa da instituição. Esses dois programas funcionam como colunas mestras, que possuem possibilidades de dialogar com bancos de dados como o Diretório dos Grupos de Pesquisa do CNPq bem como com o Guia de Fontes do Sistema Estadual de Informação em Ciência e Teconlogia/SEICT. Além disso, eles são manancial e referência permanente para a pauta do Jornal Eletrônico.
Na UFAL, a informatização permitiu que, com um pequeno grupo de pessoas e pouquíssimos recursos financeiros, pudéssemos sistematizar completamente as atividades de pesquisa da universidade, atendendo à necessidade interna de uma divulgação institucionalizada do trabalho científico e à demanda da sociedade em geral, para ter acesso a um conhecimento produzido na instituição de ensino superior. Além das funções mencionadas, a sistematização Online também contribui para a assimilação de uma cultura de avaliação onde o próprio pesquisador pode interagir enquanto sujeito e objeto.
A experiência com a sistematização Online é um argumento imprescindível em favor da importância da comunicação científica como uma atividade de administração dos fluxos informacionais. Para concluir, ressaltamos a necessidade das instituições de se conscientizarem sobre essa dimensão gerencial da comunicação, através da reflexão da professora Margarida Maria Krohling Krunsch(1992, 82):
Hoje, mais do que nunca, a universidade precisa se organizar e criar condições para que a sua produção científica chegue até a sociedade. E para isso ela tem de ser ponte entre os meios de comunicação e o receptor. Em síntese, esse é o seu papel. Com isso, lucra a sociedade e lucra a ciência. Pois , no momento em que todo o trabalho científico passa a ser mais transparente, certamente os projetos de pesquisas individuais e institucionais se tornarão muito mais pensados e avaliados. E não continuarão sendo apenas instrumentos para se galgar alguns degraus na hierarquia de títulos universitários. Terão, muito mais, a tarefa de intervir na sociedade, oferecendo a esta algo para a sua transformação.
Bibliografia
Indicadores de Ciência e Tecnologia em São Paulo/ equipe de 139 pesquisadores da USP,
UNICAMP, e ANPEI.; coordenação Francisco Romeu Landi.- São Paulo: Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, 1998. 144p.: il.
Jornal COMUNICAMPUS. Maceió: Universidade Federal de Alagoas, abril de 1999. p.3.
KUNSCH, Margarida M. K. Universidade e comunicação na edificação da sociedade.
São Paulo: Edições Loyola, 1992.
MARTÍNEZ, Eduardo y Albornoz, Mario (eds.)(1998). Indicadores de ciencia y
Tecnología: estado del arte y perspectivas. Caracas, Venezuela: Nueva Sociedad.
UNESCO, 1998.
Planejamento e Gestão Estratégica em Ciência e Tecnologia em Alagoas. Relatório de
Atividades /Equipe Executora: Vinicius Nobre Lages(Coordenador) et ali. Processo
98/0053-8 FAPEAL. Maceió, 1999.
SANTOS, Magnolia Rejane Andrade dos et ali (1998). Comunicação Científica: a
gestão facilitadora das Relações Públicas. In www.intercom.org.br– Intercom/98-
GT: Comunicação e Ciência.
Universidade Federal de Alagoas: catálogo do potencial em C& T/ Universidade Federal de
Alagoas/UFAL, Escritório de Transferência de Tecnologia; Serviço de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas de Alagoas/SEBRAE. Gerência de Tecnologia e
Qualidade. Maceió, 1994.
VALERIO, Palmira Moriconi. Espelho da ciência: avaliação do programa setorial de
publicações em ciência e tecnologia da FINEP. Rio de Janeiro, Brasília: FINEP,
IBICT, 1994.
VIEIRA, Anna da Soledade. Monitoração da Competividade Científica e Tecnológica
dos Estados Brasileiros a partir do SEICT(versão abreviada). Estudo realizado
para o IBICT como parte de bolsa DTI/CNPq. Brasília, março de 1998. Cópia
xerográfica.